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Eficientes em foco

31/05/2008 GMT 1

Superação vira noticias vira espetáculo midiatico

fabiofernandes @ 03:09

De fato, a historia de Flávia Cristiane Fuga e Silva, de 26 anos , paralisada cerebral que conseguiu se formar em Direito em Sao paulo . segundo o portal 1G ,ontem dia 29 de junho às10h e 51mim - Atualizado em 29/05/2008 - 13h04) a jovem é primeira defensora com paralisia cerebral de seu estado.

Segundo ainda o relato do portal Mesmo com as dificuldades que enfrenta, Flavia Cristinane foi aprovada num exame no qual 84,1% dos 17.871 inscritos não atingiram a pontuação necessária para passar. um ótimo exemplo de superação que deveria ser mais comum caso as estruturas do Estado e da sociedade oferecem efetivas condições de acesso a direito básicos como educação; transporte publico, ás pessoas que tenham qualquer tipo de deficiência e pertença a qualquer classe social . Assim historias como a de Flavia nao geraria qualquer alarde midiatico.

Caberia ao reporte que cobriu o fato não se ater apenas a uma historia que, por mas emocionante, é um fato restrito a vida de uma familia , e daí ? No entanto , a mesma noticia tem total condições de ganhar relevancia publica caso o meu colega tivesse o trabalho de apurar quantos jovens com as mais diversas deficiências poderia compartilhar do mesmo momento que Flavia viveu ontem, se o governo paulistas garantisse acesso, a esses brasileiros, a escolas do ensino regular. De qualquer modo é animador e gratificante tomar conhecimento de mais esse exemplo de que todos somos capazes de superar limites. Parabens Dra Flávia Cristiane Fuga e Silva

30/05/2008 GMT 1

Superação vira noticias vira espetáculo midiatico

fabiofernandes @ 14:20
De fato, a historia de Flávia Cristiane Fuga e Silva, de 26 anos , paralisada cerebral que conseguiu se formar em Direito em Sao paulo . segundo o portal 1G ,ontem dia 29 de junho às10h e 51mim - Atualizado em 29/05/2008 - 13h04) a jovem é primeira defensora com paralisia cerebral de seu estado.   Segundo ainda o relato do portal Mesmo com as dificuldades que enfrenta, Flavia Cristinane foi aprovada num exame no qual 84,1% dos 17.871 inscritos não atingiram a pontuação necessária para passar. um ótimo exemplo de superação que deveria ser mais comum caso as estruturas do Estado e da sociedade oferecem efetivas condições de acesso a direito básicos como educação; transporte publico, ás pessoas que tenham qualquer tipo de deficiência e pertença a qualquer classe social . Assim historias como a de Flavia nao geraria qualquer alarde midiatico.  Caberia ao reporte que cobriu o fato não se ater apenas a uma historia que, por mas emocionante, é um fato restrito a vida de uma familia , e daí ? No entanto , a mesma noticia tem total condições de ganhar relevancia publica caso o meu colega tivesse o trabalho de apurar quantos jovens com as mais diversas deficiências poderia compartilhar do mesmo momento que Flavia viveu ontem, se o governo paulistas garantisse acesso, a esses brasileiros, a escolas do ensino regular. De qualquer modo é animador e gratificante  tomar conhecimento de mais esse exemplo de que todos somos capazes de superar limites. Parabens Dra Flávia Cristiane Fuga e Silva   http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL582627-5605,00-PORTADORA+DE+PARALISIA+CEREBRAL+VIRA+ADVOGADA+EM+SAO+PAULO.html

14/05/2008 GMT 1

Podia ser

fabiofernandes @ 16:45

Eu juro que a motivação para que eu escrevesse este comentário não é , 0de longe, essa gripe chata que me pegou a mais de uma semana , mas e fato que igualmente ás pessoas com 60 anos, nós que temos algum tipo de deficiência também temos graves complicações quando somos acometidos pelo vírus da gripe, ano é muito difícil encontrar historias de mortes pessoas , crianças e
jovens, com deficiências causadas por estado gripal .

esse problema que deveria fazer parte da pauta de preocupações de Secretarias municipais e Estaduais de Saude, alem do próprio Ministério da Saude sequer foi cogitado por essas estancias do Estado no momento em que o Pais promove a semana nacional de vacinação contra gripe .

o que me parece mas graves é constatar que nem mesmo as necessidades básicas de saúde das pessoas com deficiências são alvo das políticas publicas do nosso país que fala tanto em uma espécie estranha de inclusão das pessoas com deficiência: Afinal de contas, como iremos inclui alguém que se quer conhecemos?

17/04/2008 GMT 1

Que as crianças brinquem

fabiofernandes @ 19:20

Que as crianças brinquem ,
Livres ,
Iguais livre de qualquer preconceito
Que nos cega dentro de nos mesmos .
Que elas sejam apenas Amandas , Thiagos .
Simones . Claudios ,Flavias ..
Meramente meninos ou meninas

Que elas aprendam
O gosto de ser apenas quem são,
Sem os adjetivos , rotulos
Raça, condição social deficiências ...
Que desde cedo saibam
Que o ser humano é bem mais do que qualquer termo..

Que as crianças saibam
Do gosto ,
Do riso solto , largo
Que apenas elas tem,

Que sintam o gozo do encontro,
A felicidade , da paz.
E possam no futuro
Adultos melhores daqueles que hoje
Fazem do cifrão o pilar desses dias de merda .
Que elas se olhem , se toquem e se compreendam ,
Como partes do mesmo quintal.
Terra.

24/02/2008 GMT 1

inclusão bobona

fabiofernandes @ 03:32

Vira e mexe eu ouço certas expressões vindas de pessoas que se dizem ''defensores da inclusão’’ , muitos deles pais de crianças com deferências que honestamente me arrepiam :‘’ O MEU FILHO É UM DOWNSINHO...’’‘’OS NOSSOS PC’s SÃO INTELIGENTES ‘‘ ect . Eu , ca em minha cadeira de rodas fico pensando o que leva um
pai a adjetivar o seu filho, ou filha, pela característica que ele mesmo deseja que a sociedade não veja nesta criança? O mais grave é que por trás desse, vocabulário da inclusão da moda, se recalca praticas ; pensamentos e ações tão preconceituosos quanto qualquer outro ato que julgamos ser discriminatório. Na verdade o que há coberto atrás dessa cortina ‘’inclusiva ‘’ é que a gente ainda não se deu conta que a visão segregacionista é uma ação que se inicia justamente quando começamos a permitir que esses rótulos caia na Cultura popular e se cristalize em forma de paternalismo e outras praticas, contra as quais tanto lutamos.
ica a dica de um cidadão Brasileiro que tem como uma das suas caracterizas ter uma paralisia cerebral . É a mais importante ? por certo não, entao cabe a mim não permiti que esta seja a que venha primeiro quando pensarem em mim ..

09/02/2008 GMT 1

Minha fala

fabiofernandes @ 02:14

Sempre na minha vida houve pessoas que disseram o que eu pensava , queria ou sentia . Tudo sempre foi expressos por outras vozes que não é a minha . Engraçado, como isso passa desapercebido . Eu , um homem de 31 anos nunca disse a uma pessoa estranha como é o meu nome . Ha alguém sempre no meu lado que por ‘’caridade’’, cumpri essa tarefa que deveria ser minha . Quando eu entrei no ginásio uma professora encrespou comigo justamente por isso : para o curto pensamento dela como é que uma pessoa que não fala ia expressar seus conhecimentos ?

Essa é a lógica idiota , que prende as pessoas fiéis à mesmice e faz ver o ser humano apenas na superfície.a burra e velha lógica que atrofia as mentes. Eu não sou a lógica.eu não falo mas penso, e faço com que esse pensamento torto chegue até as outras pessoas por vozes que não são a minha e daí ???. .

Mas aqui não, quando escrevo a voz que diz o que eu penso sou a minha e ninguém tira. aqui quem FALA sou eu. Assumindo todos os riscos desse ato, mas também vivendo todo o gozo dele .quando escrevo sou o diretor e o ator daquilo o que quero dizer .para mim o ato de escrever tem a mesma importância, do que o de viver ´pois no papel eu não preciso de intermediário, ou de uma voz que diga o meu nome, ou o que eu quero. quando escrevo existo e digo quem sou .

27/01/2008 GMT 1

Inclusão: compromisso ou modismo ?

fabiofernandes @ 00:24

Hoje me baixou o santo da duvida, após o relato de uma mãe de um garoto :Paralisado cerebral de 15 anos que teve , no ano passado , numa escola especial. A alegação da ilustre ``Professora do ‘’ensino especial`` para NEGAR um dos mais básico direito de TODO cidadão brasileiro foi a suma afirmação:
-Ah , ele tem muito comprometimento motor e, alem disso mãe , ele usar sonda para se alimentar ...
- Ué , sempre imaginei que a função do ensino especial fosse abrigar aquele alunos que tivessem maiores comprometimento e tentar, na medida do possível, inseri-lo , na sociedade . Mas pelo visto para esta professora não é assim. Antes de concluir que, o ensino especial tivesse perdido totalmente meu santo fez uma indagação muito mais séria :
- Quais são os deficientes que NÓS queremos vê inserido na sociedade ?
- todos
Mal eu respondi essa pergunta ``tão obvia `` o preto velho veio com outra :
-Se vocês querem que todos os deficientes sejam aceitos , inseridos na sociedade , que tipo de compromisso você tem com esses sujeitos (seja ele a Donw da novela , pc da palestra ou qualquer outro ? ) Grilado com o relato da mãe e as perguntas do caboclo mala fiquei e ainda estou .
Eu sei que nem todas as crianças com necessidades especiais vão ser jornalistas, contador, medico ... Mas idai? Poderão ser outras coisas , mas o que? Que opções eu com, as minhas palestras e matérias , construir para pessoas como o Lucas , o garoto de quem falei no começo? Talvez nenhuma . Será que a inclusão que a gente julga está construindo as duras penas apenas fica na superfície? nas palestras? Beneficia apenas aquele deficientes que na nossa cabeça passa no teste da ``quase normalidade`?

23/01/2008 GMT 1

Brasil real X Brasil legal

fabiofernandes @ 01:18

Navegando pela web dei de cara com uma dessas historias que mostra bem o verdadeiro abismo existente entre o Brasil Legal e o Brasil real. Em Santa Catarina um menino portador de paralisia cerebral, de cinco anos. Foi espancado por uma babá que ajudava a cuidar do garoto enquanto, sua mãe, Adriana Portes , de 32 anos, professora trabalhava Segundo, relato da mãe encontrado por mim na comunidade ‘’Paralisia Cerebral –Brasil’’ o garotinho, que não consegue se mover e nem enxerga, após a agressão ficou todo marcado com marcas fortes no rosto, quase como arranhões, um olhinho roxo, um machucado no lábio . ao dar queixa na delegacia local Adriana e seu filho sofreu uma violência muito maior , dessa vez do Estado brasileiro .

Adriana Soube que a tal ‘’baba’’ irá pegar , no Maximo , três meses de detenção . uma vez que não houve flagrante da agressão . Alem de ser lamentável, por todos os motivos , esse fato, que não é isolado, e acontece muito mais do que imaginamos , denuncia a brutal violação dos direitos humano que centenas de pessoas sejam idosos , crianças ou pessoas com deficiência sofrem nos mais diversos lugares desse Pais , enquanto nós , sociedade brasileira , nas nossas salas com ar refrigerado e vidro fumer debatemos leis , cotas , estatuto ,, Que são verdadeiras perolas legislativas. Mas que não evitam e tão puni atos como o que sofreu o filho dessa cidadã brasileira.

. O grande dilema do Brasil é que existem dois universos que nunca se encontram , no primeiro , se tem leis avançadas, onde é terminantemente proibido ferir ararinha azul ou chamar aquele afro-descente de 2mº de altura de criolo so que a margem dessa Suíça legislativa existe o Brasil real onde crianças como o filho de Adriana são violentadas diariamente, não apenas por ‘’babas’’ bandidas . Mas , sobre tudo por todos nós que, desse Brasil Legal , fechamos a janela para não nos incomodar com que acontece nesse Brasil REAL

20/01/2008 GMT 1

O papel da mídia na inclusão das pessoas deficientes

fabiofernandes @ 01:51

O espaço mediastino no contexto pós-moderno se tornou o grande palanque no qual os grupos minoritários buscam visibilidade bem como sua legitimação no plano sócio e político.Por sua vez , a mídia representa estes grupos segundo os conceitos tradicionais ,cristalizando estereótipos enraizados no subconsciente coletivo. No âmbito da pessoa com deficiência a grande mídia mostra-se dicotomia reafirma essa constatação, nesse texto vamos começar a compreender como e por que esse processo ocorre .

Considerando o fato de que os meios de comunicações tendem a ratificar o pensamento predominante no seu discurso , somos obrigados a estender nossa analise á questão da Deficiência em seu aspecto social. como essa sociedade vê e representa o conceito de deficiência ? Como esse conceito é tratado Cultural e socialmente ? A raiz da compreensão das causas do preconceito, seja no enfoque mediastino seja em qualquer outra estância estar o conhecimento profundo de que significações o conceito , a palavra deficiência e o que ela gera nessa coletividade ?

Preliminarmente vamos vê que a deficiência, como símbolo, mexe com três tabus : a incapacidade Produtiva; a debilidade mental e física e a questão sexual . A imagem que se tem desta pessoa estar ligada ao mito da impossibilidade nesses três níveis que , por si fundam no ideário coletivo como grandes impedimentos a uma existência social . Este pensamento expõe a condição de discriminação com que a pessoa com deficiência traz no plano imaginário , no qual a mídia e principalmente a tv atuam de forma imperativa .

Porem , em contraponto a esse mito do imaginário coletivo, existe no plano real um grupo dessa mesma sociedade “os portadores de deficiência ‘ que de uma forma ou de outra , precisam ser legitimado . Ao se deparar com essa necessidade a sociedade opta por configurar um padrão o qual ela reconhece como aquele que , na visão dela, tem condições de ser incluso , de participar do processo sócio, político e econômico e outro a quem ela julgar totalmente incapaz de ter voz nesse contexto .

A mídia então potencializa esses dois estereotipo nas vezes em que os veículos de comunicação tem que falar dessa parcela da população Isso ficar bem claro na imagem propagada dos deficientes nas maioria das vezes que tende Ou há um heroísmo : ‘’ aquele super exemplo de virtudes’’ ou se cai no tradicional paternalismo :

A grande questão que se evidencia é , justamente , a incapacidade dessa sociedade e dessa mídia em dialogar com a pluralidade de enf0ques contidos nessas pessoas e que devem ser explorados , não apenas , nas matérias , entrevistas e reportagens que são produzidas sobre as pessoas deficiente é preciso que a midia e seus profissionais se relacionem com esse endivido que colocamos no ar de uma forma humana , focando suas idéias e não sua condição física .

Como pessoa deficiente e estudante de comunicação social. Creio que ao pretender estenotipar essa pessoa a mídia se divorcia de seu próprio preceito de ser um espaço onde o contraditório afora e onde a sociedade se reconhece na sua diversidade . Em pese o fato do discurso mediastino ser padronizado este , entretanto , não pode se cristalizar no tradicionalismo cujo empobrece não somente os veículos bem como, a nós , profissionais que nela atua.

O profissional da mídia não se permitir prender nessa teia de conceitos , preconceitos e esteriotipos que colocam determinados grupos e indivíduos num plano superficial . Temos que ter possibilidade de fazer com que o publico de defronte com a ‘’pluralidade humana’’ . É diminuir a função dos meios de comunicação se tentar mostrar deficientes apenas como coitados ou heróis , negros como marginais ou pagodeiros e tantos outros exemplo dessa dicotomia midiastico .

Cabe a nossa capacidade criativa tentar conceber programas e matérias que tragam as pessoas deficientes para o contexto humano , social , como pessoas que estão imersas numa sociedade e não fora dela como extras terrestres . Imaginar que em 2006 , com a gama de possibilidades de informação que temos , ainda pautamos nosso olhar em estereótipos de 20 anos atrás é não acreditar em nossa capacidade de, enquanto agentes dessa midia e dessa sociedade , em criar novos paradigmas, tanto da comunicação como no da sociedade que fazemos parte .

Olá amigos

fabiofernandes @ 01:13

para quem nao me conhece sou Fabio Fernandes , jornalista e paralisado cerebral . O intuito da criação desse foi o de termos um canal de interatividade e critica aos temas relacionados a valorização da cidadania das pessoas com deficiencias. É preciso compreender a inclusão das pessoas deficientes como um processo de construção de um novo olhar ético, estetico e sobre tudo humano sobre essa parcela da população brasileira

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